Quem se importa? A TAM não!


O relato abaixo é da jornalista paraense Pollyana Bastos.

Estamos desprotegidos, meus caros!

Hoje passei pela situação mais triste e humilhante da minha vida! Fui com meus avós ao aeroporto de Belém, eu viajaria para São Paulo e eles para Brasília.
Na hora do check in, problema: minha avó Maria de Nazaré Bastos estava com uma passagem comprada em nome apenas de Nazaré Bastos, é assim que todos a chamam "Nazaré" e assim compramos o bilhete, mas pela falta do "Maria" foi impedida de viajar pela TAM! 
Era um motivo tão banal que a princípio não acreditamos que ela realmente NÃO poderia embarcar, mas foi o que aconteceu!
A única opção que nos deram foi cancelar a passagem em questão (isso mesmo, ela não era Nazaré suficiente para viajar, mas poderia sim pedir o cancelamento do bilhete!) e comprar outro, em um horário diferente por 1200 reais. Esqueci de avisar esse detalhe, o voo estava LOTADO!
Mesmo com o cancelamento da passagem dela, o que liberaria uma vaga no avião ela não poderia recomprar o assento. Oi? Coincidencia?
Recorremos a quem podíamos, funcionários, supervisores e a única resposta é que eram "normas da empresa", se o nome que consta na reserva da internet não é estritamente o primeiro e o último do seu documento, então você não pode viajar. 

O motivo seria a segurança do passageiro, para evitar que uma pessoa embarque no lugar de outra. Então eu pergunto a vocês, se essa identificação fosse feita a partir do número de um documento como RG ou CPF, não seria mais eficaz do que levar em conta apenas o primeiro e último nome de alguém? Número de documento é único e a minha avó estava com o dela em mãos, mas naquele momento qualquer outra mulher que se chamasse Nazaré Bastos poderia pegar aquele voo.
O nome não é muito comum, mas imaginem se fosse "Maria Silva", "Ana Souza", "Daniela Costa" procurem aqui mesmo no facebook e vejam quantos homônimos poderiam embarcar ao invés da pessoa que de fato pagou pelo bilhete. 
Foi realmente lamentável! Fomos expostos diante de todos os outros passageiros como se estivessemos tentando aplicar um golpe, enrolar a empresa... O pior de tudo foi a sensação de total impotência... 1 cliente em meio a milhões de outros, quem se importa? A TAM NÃO! 
Meus avós não viajaram, cancelaram os bilhetes e agora vão comprar passagens em outra empresa.
A única coisa que gostaríamos no fim das contas, não é dinheiro, nem compensação material pelos danos morais que sofremos naquele saguão... era apenas uma resposta, mas uma resposta de verdade aos questinamentos que fiz neste texto! Diferente de um email mecânico ou do mantra "regras da empresa", queríamos uma coisa muito simples: uma demonstração de RESPEITO.