Instalada
em dezembro de 2011, a UPC reduziu em 80% o índice de criminalidade no
entorno do bairro das Malvinas, em Laranjal do JariO
município de Laranjal do Jari, que já foi considerado o mais violento
do Estado do Amapá, teve uma redução de 80% nos índices de criminalidade
no bairro das Malvinas e de 60% no seu entorno. A queda na incidência
de crimes, principalmente de homicídios, roubos e tráfico de drogas,
deve-se à implantação da primeira Unidade de Policiamento Comunitário
(UPC), instalada no bairro das Malvinas, em dezembro do ano passado.A redução da violência em Laranjal do Jari foi comemorada pelo secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública, Marcos Roberto Marques, em reunião com o capitão PM Waldez Balieiro, comandante da UPC. "Esses resultados estão além das nossas expectativas. Em oito meses conseguimos uma queda expressiva nos índices de criminalidade, principalmente os homicídios, roubos e tráfico de drogas, e garantimos a integração das forças de segurança com a comunidade", afirmou.
Após percorrer os bairros das Malvinas, Mirilândia e Santarém, área de influência da UPC, o secretário Marcos Roberto disse estar convicto de que a confiança da população é a mola propulsora da política de segurança comunitária adotada pelo governador Camilo Capiberibe.
Secretário Marcos Roberto avalia resultados da Unidade de Policiamento Cominitário de Laranjal do JariMarcos Roberto lembrou que a polícia interativa havia sido um dos pilares da gestão do então governador, e hoje senador, João Alberto Capiberibe. "Após cair no ostracismo, a polícia interativa foi reativada com sucesso no governo Capiberibe", destacou o secretário. Ele acrescentou que até o final do ano a experiência bem-sucedida em Laranjal do Jari será estendida a Macapá e Santana.
Integração social
Ao fazer o balanço de seis meses de funcionamento da UPC de Laranjal do Jari, o comandante da unidade, major Waldez Balieiro, ressaltou as ações de combate à criminalidade. "A aproximação dos moradores permitiu a integração e garantiu a eficiência do policiamento comunitário", salientou o oficial.
Segundo o major Waldez, a queda no número de homicídios, roubos e no tráfico de drogas é o resultado do policiamento ostensivo em becos e palafitas, com a prisão de foragidos. Além disso, foi intensificado o policiamento preventivo no centro comercial de Laranjal do Jari.
O comandante da UPC explicou que aproximação com a comunidade do bairro das Malvinas se deu por meio de programas como o Proerd. Projetado para atender cerca de 3 mil estudantes ao ano, as palestras sobre a prevenção ao uso e abuso do álcool e de entorpecentes, em 2012, já alcançaram 860 alunos do ensino fundamental da Escola Estadual Irandir Pontes, com a parceria da Guarda Municipal de Laranjal do Jari.
Entre as iniciativas de maior impacto, o major Waldez destacou o programa Arte Musical, com aulas de flauta e violão para 50 crianças e adolescentes; o programa Educação Pré-Escolar, em parceria com a Igreja Missão Batista, com reforço no aprendizado de crianças na faixa etária de 4 a 8 anos; além do programa Esporte é Saúde, com a participação de 200 crianças em treinamentos e competições de voleibol, tênis de mesa e futsal.
Biblioteca e mediação de conflitos
O arco de ações sociais da UPC é completado pela biblioteca comunitária, instalada no bairro das Malvinas. "Com doação de livros, a biblioteca comunitária atende diretamente a 400 crianças e adolescentes, e também os adultos, que antes não dispunham de condições para aprimorar os estudos e o conhecimento", pontuou o major Waldez.
Com o aval do secretário Marcos Roberto Marques, o major Waldez Balieiro garantiu que até o final do ano será instalada na UPC de Laranjal do Jari o primeiro Núcleo Comunitário de Mediação de Conflitos. "Com o apoio do Ministério Público e a formação de mediadores, nosso objetivo é evitar que desavenças e pequenos atritos entre vizinhos ou até conflitos nas escolas se transformem em grandes problemas", concluiu.
Regis Sanches/Sejusp
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comente