GOLPE DA SAIDINHA: Mudanças no Banpará visam impedir ação de criminosos


Segurança Cidadã
As poltronas e o monitor sequenciador de senhas mudaram de posição. Uma tevê com programas do governo do Pará e dicas de segurança redireciona o olhar de quem espera atendimento nos caixas do Banco do Estado do Pará (Banpará). E um painel de isolamento impede a visualização da altura dos ombros até as pernas das ações feitas por quem já é atendido. Medidas simples, sem grandes investimentos financeiros que o governo estadual implantou nesta segunda-feira (21) na agência do Banpará, da Avenida Nazaré.

A iniciativa, pioneira na Região Norte, faz parte do Programa Segurança Cidadã e tem como objetivo impedir a clássica ‘saidinha'. O cliente entra no banco. Há alguém à espreita, acompanhando cada um de seus passos, esperando o momento certo para agir. O cliente sai, levando alguma quantia em dinheiro. Nesse trajeto, ele é seguido, abordado, assaltado.

Desde o início do ano até o dia 11 de dezembro de 2009, Belém registrou um número de 233 ocorrências desse tipo.
Segundo o coordenador estadual do Programa Segurança Cidadã, coronel Costa Júnior, as mudanças têm caráter experimental. Depois de avaliadas pela área de segurança do Banco, elas devem ser estendidas para as demais agências do Banpará. "Nos próximos 15 dias vamos monitorar as ações realizadas no local. E com isso, verificar se houve aumento ou não do número de saidinhas na agência", adianta.
Nos dois primeiros dias do novo layout do banco uma pesquisa foi realizada com os clientes sobre o grau de satisfação com as mudanças. De acordo com a gerente da agência, Suely Peres, os resultados foram positivos. "Dos 45 formulários distribuídos, 80% das pessoas consideraram boas as medidas e 20% acharam ótimas, além de sugerirem outras alterações, como o alargamento do painel de isolamento. E elas devem ser feitas ainda neste final de semana, para que na segunda-feira (27) já funcionem", explica.

Além das atuais mudanças, haverá reforço no policiamento nos arredores do lugar para coibir a ação dos bandidos. "Essas são medidas de prevenção, ao invés de agirmos depois que o crime já ocorreu. É a ausência do crime e da desordem que faz a população se sentir segura", afirma o coronel Costa Júnior.
Ascom - Segov

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