"Aos costumes!"
Vocês lembram dessa expressão?
Pois é, nós policiais militares, fomos formados para encerrar nossas ocorrências na delegacia.
Decerto que a prudência deve haver em todos os casos, sobretudo para resguardar a decisão do policial e para os registros estatísticos.
Mas, há situações que o policial pode encaminhar na própria comunidade e evitar que uma pequena desinteligência vá ocupar vários profissionais em uma delegacia de polícia, que já está tomada de procedimentos, justamente porque tudo nós levamos pra delegacia. Aí, os registros estatísticos aumentam e tornam as providências oficiais mais lentas.
BREVES
O capitão Moraes, da PMPA, esteve recentemente em Breves-PA e ficou emocionado com o que viu.
Ao chegar ao quartel daquele município, presenciou o tenente COLARES, do batalhão local, mediando um conflito entre dois vizinhos.
Fazer mediação de conflito na comunidade é uma das principais orientações no meio da justiça criminal. É a bola da vez.
O capitão Moraes, no entanto, apesar de tanto ouvir falar e até ser um incentivador desse procedimento de mediação, pouco percebe isso na prática.
Aliás, Moraes afirma que "só viu na Escola Mário Barbosa, na Terra Firme e agora em Breves".
O capitão percebeu que, após a abordagem do tenente COLARES, as partes ficaram satisfeitas com o encaminhamento, isto é, com o que ficou combinado daqui pra frente.
Essa intervenção do tenente, além de muito positiva, está resgatando a confiança que a comunidade tinha na polícia e aos poucos vinha perdendo.
O delegado e o juiz do Fórum local agradecem.
Como diz Balestreri: "O policial é um pedagogo da cidadania e muita das vezes não reconhece a força que tem na comunidade".
Fica o exemplo do tenente COLARES para o Brasil.
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