A caserna fora do sério


VENDENDO O PEIXE
No Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, na Academia de Polícia Militar do Bonfim, em Salvador-BA, no ano de1997, o capitão Joselito foi à frente da turma para defender o seu trabalho.
Ao tomar posição na plataforma de apresentação, um colega da turma logo falou:
- Por favor, Joselito, sem pregar, sem chorar e sem bajular!
É que Joselito era um amado irmão, pastor da igreja evangélica.
Mas, em relação ao seu trabalho, nosso capitão baiano iria discorrer sobre o "falido Sistema Penitenciário", segundo ele mesmo.
Joselito utilizou o mesmo argumento e a mesma estratégia do colega que lhe antecedeu, o capitão Souza Neto, para dizer ao presidente da banca examinadora, coronel Cassivandro, que era filho de militar:
- Coronel, eu nasci no alojamento do 19o.  Batalhão de Caçadores do Exército Brasileiro! - afiançou Joselito.
O coronel Cassivandro gostava muito do entusiasmo que Joselito passava para a plateia que lhe assistia.
Em outros trabalhos apresentados pelo capitão-pastor, Cassivandro elogiou as conclusões sempre carregadas com muita empolgação por parte do aluno Joselito.
No trabalho anterior, alías, o comandante Cassivandro chegou até a mencionar que “o capitão Joselito se pega na conclusão porque sabe vender o peixe no final”.
Mas, nesse dia, o pastor não estava tão inspirado, chegando a afirmar coisas óbvias e pleonásticas:
- A importância do homem é importante!- disse Joselito.
Só que seu companheiro de equipe, capitão Macedo, não ficou por baixo e deixou a sua pérola, naquela apresentação:
- O que a gente percebe é que falta uma coisa que não existe! 
Foi preciso muita oração para tirar uma boa nota nesse trabalho.

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