A grandeza de um comandante simples

Ao chegar a Natal/RN, após contatos, fui conduzido à presença do comandante geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, Coronel Francisco Canindé de Araujo Silva. Sem cerimônias, conversou comigo - logo após se livrar de uma pilha de documentos que despachava – e ressaltou a importância do projeto Polícias Militares do Brasil mostrar o lado humano do policial.
A frente da corporação há pouco tempo, o Cel Araujo tem praticado valorizar a tropa.
Designado para assumir o comando como “tampão”- já que o comandante anterior estava no cargo há oito anos e saiu quando o governador se afastou para concorrer à reeleição - em seis meses conseguiu muitos avanços importantes para corporação, entre os quais as promoções que havia anos estavam emperradas.
Com a vitória da oposição para governar o Estado, seu cargo ficou à disposição e outro nome foi cogitado para substituí-lo, contudo a tropa iniciou uma manifestação pela internet, que ganhou corpo alcançando outras mídias, com o título “Fica Coronel”. A pressão foi tão grande que a governadora eleita Rosalba Ciarlini acatou a solicitação e o manteve.
Com um jeito peculiar de comando, busca estreitar o relacionamento com seus subordinados. Nas visitas que faz as Unidades o comandante potiguar divulga seu número de telefone celular e autoriza que todos que sentirem a necessidade de falar com ele mantenham o contato. Isso constatei ao conversar com uma policial do Estado que me passou o número e disse que eu poderia ligar que ele atenderia. Embora tivesse preferido outros meios para fazer o contato, em Mossoró o Sargento Gama, do 2º Batalhão, me mostrou o seu caderno de anotações com o número do Comandante Geral.
Perguntei Ao Coronel Araujo os benefícios desse contato e prontamente respondeu que tem conseguido muitas soluções a partir das opiniões dos policiais.
O perfil do comandante e essas conquistas têm sido tão significativos para a corporação que hoje os policiais militares do RN têm orgulho de falar do seu comandante.
Como a minha visita terminou perto da hora do almoço, saí do seu gabinete junto de outros Oficiais e fomos todos caminhando para o outro lado da rua do Quartel do Comando Geral, onde havia um Self Service, e almoçamos com o Coronel Araujo, o comandante que tem a grandeza de ser simples.
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