Comandante de embarcação que naufragou no PA admite superlotação

Segundo estimativa da Capitania dos Portos, barco levava 60 passageiros.
Comandante admitiu que a capacidade máxima era para 25 pessoas.

O comandante do barco "Iate Leão do Norte", que apesar de ser chamado de "Iate" é um barco de passageiros,  naufragado na madrugada desta sexta-feira (19) nas proximidades de Cachoeira do Arari, na região do Marajó, no Pará, admitiu que transportava passageiros além da capacidade máxima da embarcação. 


Segundo a Capitania dos Portos, o barco transportava cerca de 60 passageiros, mas de acordo com o comandante Luís Inácio Lima, havia 49 pessoas no barco, que teria vagas para apenas 25. "Eu não vou mentir para ninguém, não. Viajo com a minha esposa, minha filha, meu filho", confirmou, ainda bastante abalado.

Segundo a Capitania dos Portos, 12 pessoas morreram no naufrágio. 46 passageiros que estavam no navio conseguiram se salvar. Ainda de acordo com a Capitania, a estimativa é que cerca de 60 pessoas estavam no navio. As equipes de resgate conduzem buscas na região.


Número de passageiros que estavam no barco no momento do acidente ainda não foi confirmado (Foto: Fabiano Villela/ TV Liberal) 
Número de passageiros que estavam no barco no
momento do acidente ainda não foi confirmado
(Foto: Fabiano Villela/ TV Liberal)


O comandante do barco afirmou que ainda não sabe o que pode ter causado o naufrágio. "Eu mesmo vinha pilotando, quando o barco virou. Eu não bati em lugar nenhum, não. 

Eu mesmo não consigo entender, foi tão rápido", lembra.

Segundo Luís Inácio Lima, o "Iate Leão do Norte" estava rebocando um outro barco. "Eu trazia outro barco a reboque também, mas [o acidente] só aconteceu com o nosso. 

O outro barco não teve acidente nenhum", afirma. Segundo a Capitania dos Portos, o barco rebocado pelo "Iate Leão do Norte" não ficou danificado, e está auxiliando nas buscas.

Entenda o caso

A embarcação "Iate Leão do Norte" naufragou na madrugada desta sexta-feira (19), durante o trajeto de Arapixi, uma localidade do município de Chaves, na ilha do Marajó, com destino a Belém. 


Doze pessoas morreram e 46 foram resgatadas com vida. O número de desaparecidos ainda não foi confirmado, já que os trabalhos de busca ainda estão em andamento.

Dois navios da Marinha mais uma lancha auxiliar foram enviados para a localidade para fazer as buscas aos sobreviventes. 

Equipes do Corpo de Bombeiros e da Marinha do Brasil estão no local realizando buscas aos desaparecidos. 

Um inquérito será instaurado para apurar as causas do naufrágio, que ainda são desconhecidas. A previsão de conclusão é de 90 dias.
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