Operação Verão teve balanço positivo

Em entrevista coletiva realizada no complexo da Delegacia Geral da Polícia Civil, ontem de manhã o secretário de Estado de Segurança Pública, delegado Luiz Fernandes Rocha, fez um balanço positivo da Operação “Verão na Paz 2013”. Segundo o secretário, de maneira em geral houve uma redução no índice de criminalidade de mais de 2% em todos os municípios onde ficam localizadas os cerca de 80 balneários atingidos pela operação desenvolvida durante todo o mês de julho. “Foi melhor que no ano passado, mas muitas coisas ainda podem ser melhoradas”.
O destaque foi para o número de crianças perdidas (501) nas praias que subiu 60% este ano e para os quatro casos de afogamentos fatais registrados no período. Mas, segundo o comandante dos Bombeiros, coronel João Hilberto Sousa de Figueiredo, todas as crianças perdidas foram devolvidas aos pais graças a aumento do uso das pulseirinhas que acabaram criando uma situação inusitada. Muitos pais acabaram deixando os filhos perto da barraca dos guarda vidas enquanto iam tomar banho. Alguns chegaram a abusar e deixavam os filhos com os bombeiros até para beber, inclusive uma criança excepcional.
Segundo ainda o coronel, dos quatro afogamentos em pelo menos um, em Salinas, na praia da Corvina, os guarda vidas ainda salvaram duas pessoas e uma terceira foi levada pela correnteza. Outros dois casos, segundo ele, aconteceram fora do horário de serviço dos guarda vidas, sendo um de uma pessoa que caiu de um barco, em Cotijuba, e outra que se afogou à noite, em Marabá. O secretário Luiz Fernandes destacou o reforço das 12 câmeras de vigilância instaladas em Salinas que ajudaram a fazer flagras de tráfico de drogas e o trabalho preventivo realizado pelo Tribunal de Justiça do Estado.
NÚMEROS
Segundo os dados divulgados, ontem, houve uma redução de -9,41% nos casos de homicídio (77 este ano contra 85 em 2012), -5,23% das lesões corporais (959 contra 1.012), -4,84% no roubo (4.695 contra 4.934) e de -1,38% nos furtos(4.823 contra 4.343). Houve uma queda no número de procedimentos contra o tráfico de -4,37% (153 este ano contra 160 em 2012). Mas, depois de questionado por jornalistas se isso mais tranquiliza do que preocupa, em face dos casos de tráfico presenciados pela imprensa na praia, o secretário afirmou que deve preocupar.
O número de ocorrências policiais atendidas subiu de 1.382 em 2012 para 2.275 este ano. O número de abordagens de pessoas e veículos em geral subiu de 53.560 em 2012 para 77.622 este ano. As conduções até a delegacia passaram de 672 para 977. Foram apreendidas 47 armas, 151 pacotes de cocaína, 52 petecas de crack, três pacotes de pasta de cocaína, 86 papelotes de maconha e 262 gramas de óxi. Também foram fechados 294 bares em todo o Estado.
O Detran realizou 6.808 ocorrências de trânsito, com 5.209 notificações aplicadas, 636 veículos removidos, 230 documentosrecolhidos, 49 acidentes sem vítimas e três com vítimas. Os bombeiros registraram 249 afogamentos sendo quatro fatais; 340 pessoas feridas e 546 vítimas de animais marinhos.
MANIFESTAÇÕES 
Durante a coletiva, o comandante geral da Polícia Militar, coronel Daniel Borges Mendes, e o comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), coronel Roberto Campos, falaram sobre a atuação da PM durante as manifestações do movimento Belém Livre, no último dia 31. A PM foi acusada pelos integrante do movimento de agir com “truculência” e de “escorraçar” um pequeno grupo que fazia um protesto legítimo. 
O comandante da PM, afirmou que “as pessoas foram preparadas até com escudos e pré-dispostas a isso (violência)”. Mas preferiu passar a palavra para o comandante do CPC que acompanhou os acontecimentos de perto.
Para o coronel Roberto Campos, “uma pessoa que sai de casa com o rosto coberto, levando na mochila pedra, coquetel molotov e bomba caseira não sai com o intuito de fazer uma manifestação pacífica”. Segundo o coronel, “a PM tem a obrigação de manter a ordem pública e agir quando há risco de vida ou ao bem público. A polícia tem que agir quando há qualquer quebra na ordem pública, é uma obrigação constitucional ou estaremos incorrendo em peculato ou crime de omissão”.
(Diário do Pará)