Forças armadas garantem segurança em Salvador até segunda-feira

As Forças Armadas continuam nas ruas da capital baiana até o fim do feriadão da Semana Santa, na segunda-feira, 21, quando vai ser avaliado se os policiais militares voltaram ao trabalho e normalizaram o serviço. Foi o que informou o governador Jaques Wagner na tarde dessa quinta-feira, 17, ao comemorar o fim da greve dos policiais iniciada na noite de terça-feira, 15. Ele explicou que a única nova reivindicação atendida - fora o que já havia sido proposto antes da deflagração da paralisação - foi a concessão da gratificação Condições Especiais de Trabalho (no valor de 125% do salário-base) para os tenentes que não a recebiam.
Sugeriu também a possibilidade de discutir a revisão de eventuais punições dos participantes da greve, mas assinalou:"não tenho nenhum compromisso que os processos administrativos que foram levados a cabo não sejam concluídos". Esse item foi discutido na reunião que varou a madrugada dessa quinta, entre integrantes do comando de greve e deputados da base governista, coordenadas pelo líder do governo na Assembleia Legislativa, Ze Neto (PT). Wagner elogiou o "esforços" dos seus intermediários nessa negociação.
O governador se reuniu nessa quinta com o alto comando da segurança pública e defesa do Palácio do Planalto que foram prestar solidariedade e apoio ante a greve. Estiveram presentes o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, o ministro da Defesa interino Juniti Saito, o diretor-geral da Polícia Federal Leandro Daiello, o chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas José Carlos De Nardi, entre outros. Wagner revelou que também conversou com o procurador Geral da República, Rodrigo Janot que se mostrou preocupado com a deflagração de greves de militares e pretende requisitar ao Supremo Tribunal Federal que esclareça claramente o assunto.
"Ele quer normas bem mais claras de tal forma que a gente não coloque a população a mercê de uma situação como essa que a gente viveu por duas vezes (na Bahia). Há uma maturação de que é necessário ser mais preciso em relação à greve dos policiais militares. Todos os governadores tem essa preocupação. O Ministério Público Federal tem que defender o direito difuso do cidadão à paz. Não podemos ameaçar a segurança individual, em função de um trabalho de melhoria salarial", disse.

Jornal A Tarde.