Mobilidade urbana na Grande Belém à beira do caos.

Um amigo meu, que é cabo da Polícia Militar do Pará, queixava-se outro dia que sua esposa leva cerca de duas horas para chegar ao local de trabalho. O casal mora na Cidade Nova 5, em Ananindeua-Pa e para chegar à empresa na qual trabalha às 08h00 (no bairro do Comércio), a esposa do policial precisa estar na parada de ônibus às 06h00, deixando de levar os filhos à escola, o que é feito por uma pessoa que tiveram de contratar.
Ora, se leva duas horas para chegar ao local de trabalho, pela manhã, logo cedo, certamente, são mais duas horas no seu retorno.
Portanto, o que nos vem à reflexão é que essa trabalhadora leva quatro horas no transporte coletivo e passa mais oito horas à disposição de sua empresa, diariamente. Há um claro sinal de que as suas condições de deslocamento ao trabalho lhe promove uma baixa qualidade de vida. Portanto, também posso imaginar a qualidade de atendimento que ela dá aos clientes da loja em que trabalha no comércio de Belém.
A esposa do policial registra que os piores momentos de sua viagem  (ida-e-volta) são justamente quando o ônibus passa pelo Entroncamento, tanto pela manhã, quanto à noite.
E essa vida ela já leva há 12 anos, quando começou a trabalhar na Rua João Alfredo.

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