Coronel aproveita as primeiras horas depois de ser solto para descansar e curtir a família: ‘Quero que o pesadelo acabe logo’
POR FERNANDA ALVES
Rio - O primeiro dia em casa, após ficar cerca de 35 horas
preso no Quartel General da Polícia Militar, foi de descanso para Djalma
Beltrami. O coronel, ex-comandante do 7º BPM (São Gonçalo) e denunciado
pelo Ministério Público por tráfico de drogas e associação, obteve
habeas corpus concedido pelo desembargador Antonio Carlos dos Santos
Bittencourt, na tarde de sexta-feira.
“Agora, dizem que fui omisso, mas nunca fiquei sabendo de esquema de corrupção no 7º BPM. Cadê as provas?”, exigiu Beltrami, que, em dezembro, ficou 44 horas preso. Na madrugada de ontem, o oficial de Justiça chegou ao QG da PM às 3h com documento para soltá-lo.
Luxardo rebateu: “Obter ou não o habeas corpus faz parte do processo. Sobre o trabalho de investigação, da próxima vez eu vou ter que arrumar foto do acusado abraçado a um traficante”, ironizou.
Após ser solto, Beltrami foi para casa em São João de Meriti, na Baixada. “No QG, não dormi, fiquei rezando. Quando orava, estava perto de Deus”, disse, para depois concluir: “Quero que esse pesadelo acabe logo. Por mais que eu saiba que não fiz nada errado, eu e minha família estamos sofrendo muito”.
http://odia.ig.com.br/portal/rio/html/2012/1/apos_acusacoes_beltrami_quer_que_provas_sejam_reveladas_218480.html
“Agora, dizem que fui omisso, mas nunca fiquei sabendo de esquema de corrupção no 7º BPM. Cadê as provas?”, exigiu Beltrami, que, em dezembro, ficou 44 horas preso. Na madrugada de ontem, o oficial de Justiça chegou ao QG da PM às 3h com documento para soltá-lo.

Justiça manda soltar o tenente-coronel Djalma Beltrami, após ser preso pela segunda vez | Foto: Marcelo Regua / Agência O Dia
Na decisão de Bittencourt, o magistrado critica a investigação comandada pelo delegado Alan Luxardo, da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo. O desembargador ressalta que Beltrami não é diretamente citado nas escutas telefônicas: “Acusa-se primeiro para depois provar e expõe-se apressadamente a vida de uma pessoa ao repúdio social, e tudo isso sem a menor parcela de arrependimento”’, diz trecho da decisão.Luxardo rebateu: “Obter ou não o habeas corpus faz parte do processo. Sobre o trabalho de investigação, da próxima vez eu vou ter que arrumar foto do acusado abraçado a um traficante”, ironizou.
Após ser solto, Beltrami foi para casa em São João de Meriti, na Baixada. “No QG, não dormi, fiquei rezando. Quando orava, estava perto de Deus”, disse, para depois concluir: “Quero que esse pesadelo acabe logo. Por mais que eu saiba que não fiz nada errado, eu e minha família estamos sofrendo muito”.
http://odia.ig.com.br/portal/rio/html/2012/1/apos_acusacoes_beltrami_quer_que_provas_sejam_reveladas_218480.html
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