Secretário contesta inclusão de Belém entre cidades mais violentas do mundo



O secretário Luiz Fernandes mostrou à imprensa os equívocos na metodologia da pesquisa que aponta Belém como a 10ª cidade mais violenta do mundo
O secretário de Estado de Segurança Pública, Luiz Fernandes Rocha, contestou nesta sexta-feira (13) os dados da ONG “Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal”, que listou as 50 cidades mais violentas do mundo. De acordo com a ONG mexicana, Belém ocuparia a décima posição na lista.
Em coletiva à imprensa na sede da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), Luiz Fernandes afirmou que a pesquisa não levou em conta a metodologia adotada por cada cidade e país, e que, no caso de Belém, utilizou dados de 2010 do SUS (Sistema Único de Saúde), de todos os municípios da Região Metropolitana de Belém.
“São dados equivocados, que comparam metodologias diferentes. Os dados aplicados pela ONG são do SUS, que misturam homicídios dolosos e culposos, mortes no trânsito, suicídio e outras situações que levam ao óbito. Já outros Estados normalmente fornecem dados só de homicídio doloso, assim como outros países”, explicou o secretário.
De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) do Pará, os dados apresentados pela ONG, de 78 homicídios por cada 100 mil habitantes, não correspondem à realidade. Dados apresentados pelo Centro Estratégico Integrado (CEI) demonstram que, em 2010, no mesmo período dos dados apresentados na pesquisa, Belém registrou 848 homicídios dolosos, que correspondem a 60,91 mortes por 100 mil habitantes. Levando em conta toda a Região Metropolitana, os números também ficam em 73,01, abaixo dos divulgados.
Para o diretor técnico do Dieese, Roberto Sena, a associação de homicídios para cada 100 mil habitantes não pode ser aplicada em realidades divergentes. “A cidade que tiver mais habitantes vai apresentar um número de criminalidade menor. Ao fazer esse comparativo, o Pará acaba sendo incluso em rota que não é verdadeira. No momento em que eu utilizo esse cálculo em uma cidade com 10 mil habitantes, esse resultado vai estar evidentemente, distorcido. No Pará, por exemplo, mais de 90 municípios não têm 100 mil habitantes”, afirmou.
Redução - O secretário Luiz Fernandes lembrou ainda que, em 2011, a redução da criminalidade ocorreu de forma consecutiva, nos 12 meses. "Em 2011 conseguimos reduzir 35% os homicídios. Na Região Metropolitana a redução foi de 32%, e em todo o Estado,16%. Neste ano, nas regiões onde não conseguimos o resultado esperado, vamos intensificar o trabalho”, afirmou Luiz Fernandes.
De acordo com secretário, para intensificar as ações duas novas Unidades do Pro Paz deverão ser inauguradas, uma em Ananindeua e outra em Marituba (municípios da Região Metropolitana). “Em Ananindeua será uma Unidade Integrada Pro Paz, e em Marituba uma Unidade Pro Paz Escola, com todas as ferramentas disponíveis, tanto para o policiamento ostensivo e preventivo, quanto para a investigação”, adiantou.
Ele destacou, ainda, a união das políticas de segurança com as políticas públicas e sociais. “Uma das medidas adotadas desde o início desde 2011 é a prevenção. O trabalho que vem sendo realizado pelo Programa Pro Paz, em parceria com o Sistema de Segurança tem sido bastante positivo. Isso é resultado de uma determinação do governador Simão Jatene, com o objetivo de reduzir a criminalidade”, finalizou.


Texto:
Amanda Engelke - Secom
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