Parceria com a ONU e a prevenção através do Proerd

Parceria com a ONU
O trabalho do Governo do Pará no combate às drogas credenciou o estado para receber o primeiro Núcleo Amazônico do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodoc), que trabalha nas áreas de saúde, justiça e segurança pública. O lançamento foi feito em maio deste ano pelo representante da ONU, chefe do escritório da Unodoc no Brasil e Cone Sul, Bo Mathiesen. “Sabemos que o Pará e a Amazônia possuem características peculiares e são regiões cobiçadas e muito vulneráveis. A criação do Núcleo viabilizará bases sólidas para pesquisas, investimentos e uma cooperação para prevenir a violência e para que possamos lutar por uma sociedade mais justa”, concluiu Bo Mathiesen.
O escritório, que será instalado em Belém no segundo semestre deste ano, tem como principal objetivo seguir e aplicar as leis brasileiras e as normas das Nações Unidas e das Convenções Internacionais ratificadas pelo Brasil, em matéria de políticas públicas para a melhoria da qualidade de vida da população e a garantia dos direitos humanos na Amazônia paraense, podendo estender-se aos demais estados da região, por meio de instrumentos legais específicos.

Proerd é o programa de prevenção oficial do Governo
A prevenção também está na pauta do governo através do Programa Educacional de Resistência às Drogas e Violência (Proerd). O trabalho é realizado pela Polícia Militar desde 2003 e já formou mais de 60 mil crianças e adolescentes de cerca de 50 municípios paraenses.
As aulas do Proerd acontecem dentro da escola e são ministradas por policiais treinados para este fim, em parceria com o professor responsável pela turma. Os pais também são sensibilizados pelo programa e as crianças formadas acabam se tornando agentes multiplicadores dentro da própria instituição de ensino e entre familiares e vizinhos. Em 2012 o programa foi institucionalizado e passou a fazer parte do Programa Plurianual – PPA, conforme explicou o coronel Osmar da Costa Junior, coordenador estadual do Proerd. “Agora o programa passa a ser atividade fim da Polícia Militar, isso significa mais recursos para atender um número maior de crianças e adolescentes. Neste ano, teremos três novas turmas de formação de instrutores, que vai somar 150 profissionais habilitados a dar aulas no programa, com isso pretendemos dobrar o número de atendimentos e formar 40 mil alunos em 2013”.

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