Oriximiná é um caso de sucesso e poderia ser copiado para todo o Estado - garante pesquisador

Nesta quinta, 31, à tarde, desloco-me de Capanema a Marituba para presidir uma banca examinadora no Instituto de Ensino de Segurança do Pará, na qualidade de orientador de monografia.
Com o tema "POLÍCIA COMUNITÁRIA: UMA MUDANÇA NA 12ª COMPANHIA INDEPENDENTE DE POLÍCIA MILITAR (ORIXIMINÁ-PA)", o cadete Leonardo DUTRA, do 3º Ano do Curso de Formação de Oficiais, defenderá suas ideias, segundo as quais, após alguns anos de observação como integrante do quadro de praças da PMPA (servindo em Oriximiná) e agora, mediante pesquisa raelizada como cadete, revelará informações importantes sobre a transformação pela qual passou a 12ª CIPM daquele município.
O cadete DUTRA considera que o fato da Companhia de Polícia Militar ter melhorado sua relação com a sociedade e sair de uma imagem negativa para uma atuação totalmente apoiada pela comunidade, merece uma atenção dos gestores da corporação.  
Segundo o cadete, a Companhia de Oriximiná é um caso de sucesso e seu comandante, capitão Marcelo Ribeiro, é referenciado em todo o Brasil.
A monografia de Dutra constata que, com os mesmos policiais que atuavam antes da  implementação da filosofia de Polícia Comunitária, o capitão Marcelo Ribeiro desenvolveu atividades de capacitação e de melhorias no quartel. O que mais impressionou é que, com simples medidas de aproximação da comunidade e de relacionamento entre o comando e a tropa, o clima organizacional foi transformado. Essa mudança positiva na relação interpessoal implicou nos bons resultados da Companhia, na atuação do policiamento ostensivo na cidade.
Dutra afiança que, "se os gestores de Segurança Pública levarem a sério o modelo de atuação, deixando de confundir Polícia Comunitária com relações públicas, certamente a corporação terá mais êxito na diminuição dos índices de criminalidade".

O cadete entende que hoje "as estratégias de policiamento ou de prestação de serviço, que funcionaram no passado, não são mais eficazes".
Por isso, "a meta pretendida, um aumento na sensação de segurança e bem-estar, ainda não foi alcançada. A sociedade e o cidadão estão mais exigentes".  
Na sua pequisa, Dutra identificou que "policiais que desenvolveram atividades de polícia comunitária relatam o impacto positivo que esse tipo de policiamento produziu na sensação de segurança das pessoas que viviam nas áreas onde foi implementado. Da mesma forma, policiais que estiveram envolvidos nessas ações também apontaram sua satisfação em ver implementadas medidas que resultaram em benefícios à comunidade e que aumentaram a sua autoestima enquanto profissional", concluiu.