Paysandu é campeão do primeiro turno em clássico que mobilizou mais de 950 policiais

Mais de 950 integrantes do Sistema de Segurança Pública do Pará trabalharam neste domingo (3) para evitar e reprimir incidentes na área do Estádio Olímpico do Pará, o “Mangueirão”, onde foi disputado o jogo final do primeiro turno do Campeonato Paraense de Futebol. Por 2 x 1, o Paysandu venceu o Clube do Remo e ficou com a Taça Cidade de Belém, em um espetáculo esportivo que levou mais de 40 mil pessoas ao estádio.

O governador do Pará em exercício, Helenilson Pontes, e o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, entregaram aos jogadores do Paysandu as medalhas de campeão e a Taça Cidade de Belém.
Helenilson Pontes ressaltou a festa do futebol paraense. “O importante é isso, a festa e a paz que os torcedores estão levando para os estádios. Aqui acabou o primeiro turno, e agora vamos ter o segundo turno. Que vença o melhor e que todos continuem com este espírito de alegria!”, frisou o governador em exercício.
“Foi um prazer participar desta festa. Ganhou quem fez gol e todos estão de parabéns por esta competição e pela festa das torcidas”, declarou Zenaldo Coutinho.
Futebol com Justiça - O Governo do Estado, maior patrocinador do campeonato, montou em parceria com o Poder Judiciário e órgãos do município de Belém um grande esquema de segurança para o público. Mais uma vez o projeto “Futebol com Justiça” levou para o estádio o Juizado Criminal Especial, para julgar pessoas envolvidas em crimes previstos no Estatuto do Torcedor.
Segundo o comandante de Policiamento da Capital, coronel Roberto Campos, o resultado das ações realizadas foi considerado “satisfatório” nos dois últimos jogos entre Remo e Paysandu.
Dentro e fora do “Mangueirão”, 953 homens da Polícia Militar participaram da operação. “Todas as tropas especializadas da Polícia Militar estão nesse evento, atuando com homens do Corpo de Bombeiros, da Guarda Municipal de Belém e da Polícia Civil, além dos servidores do Tribunal de Justiça do Estado (TJE) e do Ministério Público (MPE)”, informou o coronel.
A presidente do TJE, desembargadora Luzia Nadja do Nascimento, foi ao estádio e garantiu que o Juizado Especial “Futebol e Justiça” funcionará em outros eventos esportivos. “O juizado veio para ficar. Em eventos esportivos com mais de 20 mil pessoas estaremos presentes, para mostrar à sociedade que queremos que todos venham para torcer. Mas, se for preciso nossa intervenção, estaremos a postos”, disse a desembargadora.
Ela ressaltou o trabalho preventivo dos órgãos de segurança, realizado com base em dados repassados pelos setores de inteligência do Sistema de Segurança Pública, o que evitou a ocorrência de transtornos antes, durante e depois do clássico do futebol paraense.
“O jogo acabou mas continuamos o trabalho, a fim de evitar qualquer incidente que possa acontecer em via pública, considerando que aqui no estádio não tivemos nenhuma ocorrência. Tivemos, sim, situações pontuais na cidade, mas que nada tiveram a ver com o jogo em si”, ressaltou a desembargadora, após o encerramento da partida.
Nilton Gurjão, um dos promotores que trabalharam no Juizado Especial Criminal, disse que os incidentes registrados fora do estádio serão analisados por todos os órgãos envolvidos na operação. “Na próxima terça-feira (5) vamos nos reunir para avaliar os incidentes acontecidos aqui. Temos que fazer esta avaliação sempre, para não cometer erros nos próximos eventos”, Informou.
Campeonato – o Estádio Olímpico do Pará recebeu 40.883 pessoas (38.193 pagantes e 2.690 gratuidades), que assistiram a um jogo emocionante, característica do maior clássico do futebol no norte do Brasil. O RE x PA totalizou uma renda R$ 1.172.030,00 (um milhão, cento e setenta e dois mil e trinta reais).
A circulação de torcedores pelos arredores do “Mangueirão” foi intensa desde cedo. Pequenos Incidentes foram registrados, mas rapidamente contidos pela polícia.
Dentro de campo, o Paysandu, que tinha a obrigação de ganhar o jogo para conquistar o primeiro turno, partiu logo para o ataque. Aos sete minutos do primeiro tempo, quase saiu o primeiro gol do “Papão da Curuzu”, na cabeçada de Eduardo Ramos. Em seguida, o atacante do Remo, Fábio Paulista, driblou o goleiro do Paysandu, Zé Carlos, mas o chute passou por cima do travessão.
O Paysandu abriu o placar com Raul, que marcou de cabeça após cobrança de escanteio. O “Leão Azul” chegou ao empate com a cobrança de falta por Zé Antônio. O goleiro bicolor falhou e Leandro Cearense empatou o jogo em 1 x 1.
No 2º tempo, o técnico do Paysandu, Lecheva, fez duas substituições. Héliton e Alex Gaibu entraram nos lugares de Djalma e Vanderson, respectivamente. A partir daí, o “Papão” partiu com três atacantes para furar o bloqueio da zaga remista. Mas o segundo gol do Paysandu só saiu aos 43 minutos, depois de uma jogada de Eduardo Ramos e cabeçada do zagueiro Raul. O gol deu o título do primeiro turno aos bicolores.
O Clube do Remo jogou com Fabiano; Zé Antônio, Carlinho Rech e Mauro (Henrique); Walber, Gerônimo (Nata), Jhonnatan, Thiago Galhardo e Berg; Leandro Cearense e Fábio Paulista (Val Barreto). Técnico: Flávio Araújo.
O Paysandu conquistou o primeiro turno com Zé Carlos; Pikachu, Diego Bispo, Raul e Rodrigo Alvim (Pablo), Vanderson (Héliton), Ricardo Capanema, Djalma (Alex Gaibu) e Eduardo Ramos; Iarley e João Neto. Técnico: Lecheva.
O jogo foi apitado pelo árbitro Ricardo Marques Ribeiro, de Minas Gerais, tendo como assistentes Altemir Hausmann (RS) e Marcelo Van Gaesse (SP).


Texto:
Antenor Filho - Secom