Uma cidade brutalizada pela violência


A violência, sabe-se, brutaliza.
A violência embrutece.
É brutalizante.
O pôster, nos últimos dias, tem ouvido histórias assustadoras de pessoas humildes, que só dispõem do ônibus como transporte coletivo na Região Metropolitana de Belém e estão, por isso mesmo, condenadas à violência que brutaliza, embrutece e barbariza cidadãos inocentes, expostos à sanha de bandidos sempre à espreita.
O que sai nos jornais, dizem essas pobres criaturas, não é nem a metade do que realmente acontece na periferia de Belém e municípios próximos.
E olhem que os jornais e os veículos de comunicação já apresentam, quase diariamente, histórias horríveis de gente que é atacada nos ônibus que circulam pela cidade.
Já vimos, um dia desses, o caso de um coletivo assaltado e incendiado. E felizmente que os bandidos atearam fogo no veículo quando os 15 passageiros já haviam saído, após serem assaltados.
E se ali estivesse um deficiente físico?
E se ali estivesse um idoso com dificuldades para se locomover?
Teria morrido queimado vivo?
Sim. Teria.
Provavelmente sim.
O que sobra a essa gente? O que resta a usuários dos transportes públicos?
Resta se entregarem a Deus para ter a vida preservada.
Tem gente que não anda mais acompanhado de menores de idade, porque teme que as crianças, por algum motivo, sejam sequestradas pelos facínoras que se especializaram em assaltar ônibus, às vezes nas barbas da polícia.
E assim seguimos, numa cidade que tem medo.
Numa cidade brutalizada pela violência.
Numa cidade que se embrutece e não tem, literalmente, para onde correr quando tenta se esquivar do banditismo desenfreado.
Que coisa!

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