Em recente contato com o coronel Camilo (foto), comandante geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, em um evento de Segurança Pública, no Rio de Janeiro, tive a oportunidade de conversar com aquele oficial, que demonstra muita tranquilidade, educação e preparo nas suas expressões.
Quando se conversa com o coronel Camilo, parece que não se está falando com o comandante da maior corporação policial militar brasileira.
Perguntei a ele, entre outras coisas, qual era o efetivo da Polícia Militar paulista. Ele respondeu:
- Cem mil policiais militares!
E eu mandei ver na minha curiosidade:
- Quantos estão capacitados em Polícia Comunitária? - indaguei.
- Cem mil policiais militares!
O comandante Camilo fala com tanto orgulho sobre o Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência) como se fosse um dos seus motivados mentores.
Ele acrescenta que "o que mudou na PMESP não foi a quantidade de policiais militares nas ruas, mas sim a compreensão por parte de cada policial de seu papel na comunidade". E nesse aspecto ele ressalta o papel preventivo que tem o programa e a sua importância no contexto do trabalho da polícia militar.
A Polícia Militar do Estado de São Paulo é baseada em três eixos: polícia comunitária, direitos humanos e gestão pela qualidade. Portanto, não há resistência ao processo.
Lá em SP, Polícia Comunitária não é a exceção, é a regra.
E quando falamos com outro amigo, o coronel Castro Júnior, parece que estávamos falando com a mesma pessoa. O discurso é o mesmo. A fala é uma só.
Castro Júnior me falava sobre o processo de mudança que se estabeleceu na corporação e a nova relação que se deu com a sociedade paulista, a partir dos eixos norteadores da PMESP.
"Não é a sociedade que se adpta à polícia e sim a polícia que se adapta à sociedade. Cada comunidade carece de um modelo próprio para adaptação dessa relação entre a polícia e o cidadão", disse o coronel Castro Júnior, diretor de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da corporação.
São Paulo possui, somente na capital, 268 bases comunitárias de policiamento.
Há um lema na Base de Policiamento Comunitário do bairro do Ranieri, que diz assim:
"Combater a violência com inteligência e educação".
Então, não precisa dizer mais nada.
- Ah, se aqui fosse assim!
Mas, não vamos desistir dos nossos sonhos
Veja o Vídeo

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