Ministério da Justiça desiste de instalar as UPPs

Segurança Pública :: 
Foram prometidos R$ 120 milhões, mas Estado recebeu só R$ 5 milhões
Publicada em 29/3/2012
Direção da Polícia Militar já tinha traçado mapa para instalação das unidades em todo o Estado.
 Foto O Tempo Online
A construção das 218 Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em Minas Gerais, amplamente anunciada no fim de 2010 pelo governo federal, é mais um projeto de prevenção da violência que sofreu baixa no Estado. O Ministério da Justiça informou esta semana que a iniciativa foi, de fato, cancelada, justamente no ano em que a criminalidade avançou no Estado, com um aumento de 22% no número de homicídios só na capital mineira. Atualmente, Belo Horizonte tem uma taxa de 30,65 assassinatos para cada grupo de 100 mil habitantes. Em 2010, o índice era 25,1.

Segundo a assessoria de imprensa do ministério, o projeto foi suspenso também em outros Estados. Ao todo, 2.883 bases comunitárias estavam previstas no país. Só para Minas, estavam prometidos R$ 120 milhões de investimentos na instalação dos postos, entre 2011 e 2014, com recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC 2). A verba seria suficiente para beneficiar 40 municípios do Estado com unidades, que aqui foram batizadas de bases comunitárias.

A Polícia Militar chegou a traçar o mapa de instalação das bases. Das 218 unidades, 143 (65%) estariam na região metropolitana, sendo que a capital ficaria com a maior parte (67), seguida de Contagem (20) e Betim (14). No interior, os municípios que mais receberiam as UPPs seriam Uberlândia, no Triângulo Mineiro, com 12 postos, além de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, e Juiz de Fora, na Zona da Mata, ambas com oito.

No entanto, o plano começou a perder força em janeiro de 2011, quando tomou posse o novo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. A assessoria de imprensa do ministério explicou que o atual titular da pasta optou por reformular o projeto, privilegiando postos de atendimento móvel, que são as viaturas de policiamento comunitário, e também o projeto "Crack, é preciso vencer", lançado no fim do ano passado.

http://www.jornalaraxa.com.br/noticias/?SESSION=noticias&PAGE=noticia&ID=2811

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