CDP começa a destruição da nossa história
A
Companhia Docas do Pará continua a ameaçar causar danos irreversíveis à
história, arte e arquitetura do Pará, com o desmonte dos armazéns 11 e
12 do Porto de Belém, exemplares da chamada Era do Ferro, para
armazenar contêineres.
Sem falar no absurdo de descaracterizar
um sítio histórico e cultural, remanescente da Belle Époque, tombado e
protegido por lei, não há justificativa econômica ou social que sustente a iniciativa da CDP.
O porto de Belém é pouco movimentado, e a construção da alça viária e
do complexo Estação das Docas são provas concretas de que o porto de
Vila do Conde é que atende a demanda do setor.
Além do mais,
as ruas da orla da cidade são todas construídas em áreas alagadas, que
foram aterradas e não suportam o tráfego intenso e pesado de carretas,
tanto que vivem afundando. Acrescente-se o caos no trânsito e o risco
multiplicado de acidentes. Tal ideia é inconcebível por quem tenha um
pingo de respeito ao patrimônio público, à memória e às condições de
vida da população.
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