Pará, o muiraquitã do Brasil

No carnaval de 2013, o folião vai poder curtir um pouquinho do estado do Pará na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. A Imperatriz Leopoldinense vai defender o enredo “Pará – o muiraquitã do Brasil”, de autoria de Cahê Rodrigues, Kaká Monteiro e Mário Monteiro.
Muiraquitã é um sapo símbolo da Amazônia ao qual se atribui poderes sobre naturais. Geralmente, é confeccionado em pedra verde, diz a lenda que carregar o amuleto é carregar a boa sorte.
A seguir, reproduzo uma das versões da lenda que encontrei na internet:
“As belas índias, nas noites de luar em que clareava a terra, se dirigiam a um lago mais próximo e mergulhavam em suas águas retirando do fundo bonitas pedras que modelavam rapidamente e ofereciam aos seus amados, como um verdadeiro talismã que pendurado ao pescoço levavam para caça, acreditando que traria boa sorte e felicidade ao guerreiro.”
(Fonte: A lenda do muiraquitã)

Ao considerar o Pará o muiraquitã do Brasil, os carnavalescos atribuem ao estado imenso valor: por sorte, o Brasil tem o seu muiraquitã, seu amuleto, sua boa sorte – o estado do Pará (inteirinho para quem quiser ver, ouvir, sentir…).
A riqueza do Pará, o muiraquitã do Brasil está em suas lendas, nas suas danças, nos seus sabores, cheiros e cores. Está no Círio de Nazaré, na demonstração de fé de seu povo em uma festa católica de todas as religiões.
É muiraquitã do Brasil por ser o Pará de todas as Marias, de Lucinnha, Dira, Eneida, Lia, Salomão, Nilson, Felipe e registrado nas belas letras de Benedito Nunes, Marques de Carvalho, Benedicto Monteiro, Walcy Monteiro… apesar de, ainda nos dias de hoje, encontrarmos a soberania de famílias tradicionais.
E por ser muiraquitã de si próprio ao traçar seu próprio destino com coragem, determinação, sob o sol escaldante ou depois da chuva das duas é que o Pará merece ser visto pelo mundo. Comecemos, então, pelos 80 minutos da Imperatriz Leopoldinense sob a voz de Dominguinhos do Estácio que, com absoluta certeza, estará especialmente inspirado.