'Transição foi capenga', diz Zenaldo antes de assumir prefeitura


Zenaldo criticou a transição da gestão atual da prefeitura (Foto: Ingo Müller/ G1) 
Zenaldo criticou a transição da gestão atual da
prefeitura (Foto: Ingo Müller/ G1)

Prefeito eleito criticou a falta de repasse de informações sobre Belém.

Zenaldo diz que gestão só terá noção das contas públicas em fevereiro.

Faltando menos de três dias para assumir a prefeitura de Belém, o prefeito eleito Zenaldo Coutinho (PSDB) afirmou não ter conhecimento sobre a situação financeira do município. Segundo ele, houve uma deficiência no repasse de informações da atual gestão municipal, o que deixou a equipe de transição sem uma série de informações importantes.
"Passamos este período de transição recebendo uma série de documentos solicitados por nós. Alguns chegaram em tempo, outros estão chegando, outros não chegaram. Não houve condições de termos uma análise precisa do conjunto das situações. Foi uma transição bastante capenga", avalia Zenaldo.
O prefeito eleito também criticou a administração Duciomar Costa por assinar contratos longos ao fim do mandato. "Estamos sendo surpreendidos", disse Zenaldo, que prometeu rever os acordos feitos ao final da atual gestão logo após tomar posse do dia 1º de janeiro. "Todos os contratos que tiverem inconstitucionalidades, vícios, problemas na licitação, assinatura em período vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal serão revistos. Já reuní com a procuradoria do município, com o Ministério Público, e vamos agir de maneira séria para proteger o erário e garantir os processos de contratação", afirma.

Orçamento confuso
Questionado sobre o orçamento da cidade, o prefeito eleito disse que só terá noção das contas públicas em fevereiro de 2013. "Essa resposta, com segurança, eu só vou poder dar um mês após assumir. Vou precisar de um mês para termos um controle documental absoluto das entradas, das receitas, da despesa, dos contratos vencendo, do passivo que vai ser entregue. É preciso ter noção exata dos valores dos contratos e débitos de exercícios anteriores", revela Zenaldo.