Sensação de insegurança é 'normal', afirma governador de SP


A Folha de São Paulo diz que o governador de São Paulo disse que a sensação de insegurança é normal.
Os números estatísticos relativos aos eventos “homicídio doloso” se prestam, conforme entendo, a auxiliar nas estratégias de controle do crime “homicídio doloso”. Em relação ao combate ao crime e à violência é bastante claro, gritantemente claro, que falar unicamente de homicídio doloso é tentar minimizar a importância de uma questão urgente, em outras palavras, dizer para quem está com medo (segundo a pesquisa: 90% dos paulistanos) que isto é normal equivale a dizer que está tudo bem e, com este índice de insegurança, com essa percepção generalizada de medo, obviamente, não está tudo bem.

É necessário que a percepção das pessoas, dos habitantes das cidades, seja levada em consideração como aspecto de relevância nas políticas públicas de segurança.

Historicamente as pessoas buscaram morar nas cidades, já no tempo em que este espaço público se chamava Burgo, também por questões de segurança, ou seja, é o caso de admitir, com naturalidade, que a cidade de São Paulo não é um espaço acolhedor e que, portanto, não se presta a ser assentamento humano?

Em relação a está condição cito Salles:
A utilização plena dos espaços públicos, com relata a história das cidades, não é realizada hoje pelos cidadãos. O espaço público, em geral, se reduziu a espaço de passagem, tendo suas funções sociais, culturais, cívicas, econômicas e de comércio desempenhadas cada vez mais em espaços privados. As funções de contemplação e descanso de muitos espaços públicos têm sido reduzidas ou eliminadas, pois a permanência nesses espaços traz riscos à população (SALLES, A.V.S. Diretrizes para o espaço público inibidor de delitos: Estudo de caso. Brasília: UnB, 2007. 132p. Dissertação de Mestrado. Pag. 17 e 18).