Farinha de Bragança ficará mais barata em março, garante Emater

A farinha feita em Bragança, nordeste do Pará, distribuída para várias regiões do estado, ficará mais barata a partir de março, garante a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater). O produto, que já sofreu aumento de 105% nos últimos 12 meses segundo o Dieese, finalmente ficará em conta para os consumidores.
Farinha é produzida artesanalmente no interior do estado. (Foto: Igor Mota/Amazônia Jornal)Farinha é produzida artesanalmente no interior do estado. (Foto: Igor Mota/Amazônia Jornal)
A baixa no preço é aguardada por causa do estímulo da Emater ao cultivo da farinha junto aos produtores rurais de mandioca, com o objetivo de fortalecer a cadeia. Investimentos na melhoria das casas de farinha, correção do solo, incentivos, linhas de crédito específicas e parcerias podem resultar, já a partir de março, na diminuição do preço do produto.
“Quando a produção está aquecida, há saída de farinha, o preço cai e isso desestimula a plantação de mandioca no ano seguinte. Estamos numa fase em que a produção diminuiu e o preço do quilo da farinha nas feiras encareceu”, explicou o técnico em agropecuária da Emater, João Carmona.
Segundo o técnico, há cerca de um ano e meio a cultura da mandioca estava aquecida. Com produção a todo vapor, o preço do produto final caiu, o que desacelerou a plantação no ano passado. “Quem acaba pagando a conta é o consumidor final, que tem dado até oito reais no quilo da farinha. Mas este ano os produtores já retomam a produção e a tendência é que os preços caiam novamente”, garantiu Carmona.
De acordo com a chefe do escritório local, Maria Eduarda, o trabalho realizado pela Emater no município atende, em média, 1.400 famílias agricultoras por ano. Atualmente, a plantação de mandioca em Bragança ocupa cerca de 10 mil hectares, sendo cinco mil em fase produtiva e cinco mil na fase de desenvolvimento.