O DORSO DA MÃO.



Ah o tempo! O tempo é revisor, o tempo é corregedor, o tempo é esclarecedor.
Ao histórico passado o tempo tempera com a saudade, ou antagoniza em flashes.
Quando olho meu abdome dilatado, meu rosto enrugado meus flashes antagonizam.
Quando observo o dorso da minha mão, a saudade do enrugado manchado se faz presente.
 Não mais vejo o respeito aos pais, aos professores, e, aos mais velhos.
A saudade me faz olhar ao dorso de minha mão.
Não vejo mais o culto aos nossos símbolos, e, aos heróis nacionais.
A saudade me faz olhar ao dorso de minha mão.
Não vejo mais a reverencia as autoridades constituídas, mesmo algumas não merecendo ser reverenciada.
A saudade me faz olhar ao dorso de minha mão.
Não vejo mais as Forças Armadas equipadas, bem treinadas, e, bem pagas.
A saudade me faz olhar ao dorso de minha mão.
Não vejo mais efetivo combate às drogas, a dignidade do homem, e, a valorização dos que trabalham.
A saudade me faz olhar ao dorso de minha mão.
Não vejo mais o direito e deveres da cidadania, da soberania do território nacional.
A saudade me faz olhar ao dorso de minha mão.
Não vejo mais a transparência do dinheiro público, o cumprimento da grade curricular escolar.
A saudade me faz olhar ao dorso de minha mão.
Não vejo mais o núcleo e senso da família, a religiosidade e cristandade.
A saudade me faz olhar ao dorso de minha mão.
Não vejo mais moderação dos impostos, o respeito às leis e a constituição.
A saudade me faz olhar ao dorso de minha mão.
Não vejo mais a educação como pedra basilar, a segurança pública e a saúde.
Ate quando ao dorso da mão terei de olhar. A saudade me faz lembrar, que em desejo queria ter um Castelo Branco para morar, ai então sem pestanejar o Grito dos Guararapes queria ouvir, e, ao ecoar tão forte acordasse os da selva, do mar, e, do ar,me devolvendo ao tempo que vi,ouvi, e, sempre soube diferentemente do líder de hoje que, me faz viver de saudade contemplado o dorso da mão.

Belém 09 de junho de 2013.

WALMARI PRATA CARVALHO.