Classe Hospitalar do Ophir Loyola encerra projeto pedagógico de 2013

Com o tema “O papel da mulher na sociedade”, a Classe Hospitalar Prosseguir do Hospital Ophir Loyola (HOL) encerrou nesta sexta-feira, 22, o I Projeto Pedagógico de 2013. Para a execução do projeto, alunos do Ensino Fundamental I e Médio fizeram um levantamento de algumas mulheres de destaque na literatura e música paraense, como a escritora e jornalista Eneida de Moraes e a cantora e compositora Lucinnha Bastos, que se apresentou ao vivo na quimioterapia infantil.
Parceira do HOL, não é a primeira vez que Lucinnha canta para os pacientes. Desta vez, no entanto, o repertório com canções como “Ao Pôr do Sol”, “Uirapuru” e o pout porri “Pra Dançar Carimbó” foi escolhido pelos alunos do Prosseguir. “Assumo essa missão como cidadã e artista. É um dos momentos em que posso levar alegria através da música e uma maneira bem especial de agradecer por todo o reconhecimento do público”, disse.
A programação foi iniciada com uma palestra em tom de bate-papo com o psicopedagogo Américo Peixoto, sobre o papel da mulher enquanto mãe. “A criança tem a necessidade de ter uma mãe capaz de lhe transmitir educação e valores. A mãe deve amar o filho incondicionalmente, mas também impor limites. E a mulher deve dizer para o seu filho o que deve e não deve deixar de fazer, pois também é dela a responsabilidade de formá-lo enquanto cidadão”, alertou Peixoto.
Durante o seminário, os pacientes/alunos apresentaram uma pesquisa sobre a situação política e econômica feminina no Brasil, a condição socioeconômica das mães dos pacientes do Prosseguir e ainda fizeram uma homenagem às conquistas, sonhos e lutas das mulheres. “Aqui estou dando continuidade aos estudos. Este programa é importante para todos nós que estamos em tratamento contra o câncer. Assim que terminar o ensino médio vou prestar vestibular para dança contemporânea”, afirmou Rafael Corrêa,19 anos. A mãe dele, Maria Raimunda, 49, diz que a confiança nos profissionais e professores é uma motivação a mais no enfrentamento da doença.
Céli Denise Costa é coordenadora do Núcleo de Atendimento Educacional Hospitalar e Domiciliar Especializado da Seduc. Ela explica que a pedagogia hospitalar é fundamental para o processo ensino-aprendizagem de crianças e jovens. “Com o atendimento educacional hospitalar garantimos o direito à educação e à reintegração dos pacientes ao grupo escolar. Ou seja, funcionamos como um agente facilitador deste direito, pois os professores vêm até o hospital e os alunos são regularmente matriculados. Hoje, cerca de mil alunos recebem educação especializada em todos os níveis de escolaridade no Pará”.

Texto:
Leila Cruz - Ophir Loyola